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Dislexia

Segundo Farrel (2008, págs. 25-41), a definição de dislexia formulada pela British Psychological Society (1999) é: “A dislexia é evidente quando a leitura e/ou ortografia fluente e exata das palavras desenvolvem-se de modo incompleto ou com grande dificuldade’ (pág.18 in: Dislexia e outras e outras dificuldades de aprendizagem específicas. 2008). Salientamos que essa é somente uma de muitas investidas de definição.

Das cinco principais teorias que abordam os aspectos cognitivos da dislexia, a teoria fonológica é a mais acatada. Ela propõe que esse transtorno provoca prejuízos na representação, no armazenamento e na evocação dos sons falados/escutados. Esse lapso no processamento fonológico impede a pessoa de correlacionar grafemas (símbolos) com fonemas (sons) que são essenciais para a aquisição da habilidade de leitura. Contudo, essa teoria oferece o suporte para compreensão do tipo de dislexia mais frequente que é a dislexia de decodificação; ela, porém, não justifica totalmente todos os quadros disléxicos.

Podemos apontar três tipos de dislexia, a saber: dislexia auditiva: caracterizada por lapsos na correlação grafema-fonema levando a erros de leitura e escrita, atraso na linguagem e problema na fala; dislexia visual: caracterizada por confusões entre letras parecidas, inversões de letras, dificuldade de lateralização direita/esquerda, erros ortográficos e dislexia mista: caracterizada pela combinação das outras duas formas.

A dislexia é o transtorno de aprendizagem mais predominante na escola, e acredita-se que seja mais frequente em meninos. Os transtornos de leitura e de escrita atingem de forma grave até 10% das crianças em idade escolar. Caso sejam considerados também os transtornos leves, esse percentual chega a 25% (Piérart,1997. In: Saúde mental na escola, O que os educadores devem saber.2014).

Cláudia Soares Barbosa

Cláudia é Psicopedagoga Clínica e Institucional na Clínica Winnicott.